sodium

estéril é a saudade, se de um só…
se não encontra no outro simetria.
é um engano sem tamanho, de dar dó,
é amor que se dilui em agonia!

a paixão outrora infinda, finda em pó…
a alma – um zeppelin que esvazia –
embolada na garganta, feita um nó,
já não sente nem respira poesia.

sem palavras

são várias as palavras escolhidas
mas, escondidas dessa tarde fria,
não cumprem o seu ofício, inibidas,
de serem versos e, versos, poesia.
caladas, já não mostram-se atrevidas,
nem invadem corações de quem as lia.
sem as palavras, pois, hoje sumidas,
o poeta se recolhe. e silencia.