teus olhos, de azul tão bonito…
como o mar que abraça uma ilha.
te amo. com amor infinito.
no teu abraço, renasço, minha filha.
Categoria: sem projeto de livro
sophia
amo
quando ela me ensina.
seus olhos brilham,
quais de uma menina.
ela discorre com a riqueza de um romance
sobre as mais peculiares
belezas da provence.
sinto o perfume
de cada palavra sua.
e a percebo
distraidamente
nua.
despida, por meros instantes
da armadura, do escudo.
agora, desimportantes.
amo,
quando ela me ensina.
ou quando me conta a sua vida
pregressa
de bailarina.
escuto atento
como sedento,
que precisa beber na sua fonte
de conhecimento.
ela me diz as coisas de
michel foucault
com a mesma intimidade
com que fala do avô.
e como eu amo
escutá-la!
meu peito se enche de força,
quando ela fala.
uvas, vinhos, sabores.
amo
quando ela me ensina.
seus dizeres, meus prazeres.
seu saber,
que ilumina.
quero abraçá-la.
quero beijá-la.
protegê-la.
e quero ser por toda a vida,
o seu melhor amigo.
não sei se ela deixa.
não sei se consigo.
ainda há pontes não construídas.
tomara, se forem um dia,
que liguem as nossas vidas.
em uma só poesia.
muito. pouco.
tanto tempo. tanta mágoa. tanta dor.
tanta falta. tanto medo. tanto fel.
pouco riso. pouco gozo. pouco amor.
pouco beijo. pouco abraço. pouco céu.
Destino de Poeta
Eu sigo o caminho a passos dispersos
E cato palavras que alguém jogou fora.
Lavo-as e levo-as em forma de versos
Entrego-as pra gente carente que chora.
Informal
No começo o sorriso era calado
E o olhar não encontrava com o meu.
O cigarro era álibi. E aliado.
Por duas vezes, com ele, se escondeu.
Depois, arriscou uma gargalhada,
Anestesia da sua timidez.
Falou um pouco de tudo, quase nada.
Como que guardasse pra próxima. Talvez.
Foi embora bem mais cedo que devia,
Levou com ela a lua, desenhada.
Não sei se eu disse tudo o que queria.
Falei um pouco de tudo. Quase nada.
Menina
Doce
Menina
Chega
Predomina
Olha
Ilumina
Beija
Fascina
Abraça
Domina
Gargalha
Contamina
Canta
Afina
Rabisca
Refina
Grita
Opina
Briga
Determina
Observa
Imagina
Aprende
Ensina
Repete
Sabatina
Desmonta
Examina
Chora
Fulmina
Cansa
Nina
Ana
Carolina
Com todo o amor do mundo, esse foi o primeiro poema que fiz pra minha filhota, Carol. Um pouquinho antes dela completar 1 ano.
Última Rodada (Brasileirão 2009)
Senhor, venho aqui humildemente para ter Contigo.
E peço a gentileza de não entenderes como ofensa
Venho porque sei que Tu és meu maior amigo
E rogo a ti com muita fé que o Fluminense vença.
Tenho certeza de que peço algo que não se pede
E que essa minha oração de hoje soa incomum,
Mas seria ótimo se fossem 1 do Conca e 2 do Fred
E que tornasses infalível o bom guerreiro Gum.
Peço ainda cuidados extras para nossas traves
(Daqueles que só se podem esperar aí do céu)
Eu quero que as tranque e jogues fora as chaves
E que hoje mais que arqueiro, seja arcanjo o Rafael.
No mais, como futebol é uma caixinha de surpresas,
E as coisas podem demorar a sair no nosso jogo
Peço que aniquiles por completo as incertezas
Com o Palmeiras derrubando o Botafogo.
Agradeço todas as graças antecipadamente
E mando abraço aos nossos, sempre Teus.
Amigos, irmãos tricolores, boa gente
Cartola, Tom Jobim. E João de Deus.
congestionamento
Tá chovendo pra caralho
O trânsito tá um cagalhão
E eu pensando no atalho
Pra chegar em teu coração.
Rebouças todo parado
Tá um cu, hoje, a cidade.
E eu aqui, apaixonado.
Fodido de tanta saudade.
Poema Rosa
Gentileza gera gentileza,
Foram palavras do profeta.
Fundamental, pois, é a beleza,
Dizem os versos do poeta.
Quinta é bela.
E gentil.
Véspera da véspera.
Sutil.
Quinta.
O dia em que tudo é mais bonito,
Otimista, sensível e solidário.
É o dia em que a gente extravasa,
O que guarda em nosso mundo imaginário.
A gente veste, na quinta, um sorriso
E sai às ruas com o propósito do abraço,
Se entrega na guerra pela paz,
Na qual não existe a dor nem o cansaço.
A gente usa um repertório de elogios,
A gente liga pros amigos de escola,
A gente ri dos nossos próprios desvarios,
E liberta nossa alma da gaiola.
Na quinta a gente come sobremesa,
Aquela com recheio de infância.
Na quinta a gente fala com franqueza,
Sem jamais permitir a arrogância.
Quinta é o dia do ‘bom dia’,
Do ‘por favor’ e do ‘muito obrigado’.
Da gargalhada plena de alegria,
Do olhar terno, doce e delicado.
Na quinta, a gente muda o destino.
E põe em verso o que estava em prosa.
Quinta é um dia feminino.
Quinta é um dia cor-de-rosa.
Eu apóio! Movimento Rosa.
Amiga da Rapha
A amiga da Rapha,
Bela morena,
Tem a pele suave
E a voz serena.
É delicada,
Qual açucena.
Ensolarada,
Como Helena.
A amiga da Rapha,
Doce menina,
Tem a leveza
Da bailarina,
E um sorriso
Que ilumina
Os meus caminhos.
E o meu destino.
A amiga da Rapha,
Linda pequena,
É perfumada
Como verbena,
O seu abraço
Me condena
E aprisiona
Meu pensamento.
A amiga da Rapha,
Apaixonante,
Beligerante.
É vida.
A amiga da Rapha,
Definitiva.
