Dezesseis

e, de repente, dezesseis.
pisquei os olhos,
me distraí.
mal contei até três.
e virou moça,
minha menina
que já foi judoca,
capoeirista. e bailarina.
menina minha.
princesa. bebezuda.
pra sempre ursinha.
o amor
das minhas vidas.
e a razão também de algumas noites
não dormidas.
faz parte. e vale a pena
pra ver crescer, mulher,
minha pequena.

tanto de mim
só que melhor.
só que mais forte.
só que linda.
(e tem olhos azuis, ainda…).
melodia
que encaixou, perfeita,
na minha imperfeita
poesia.

de, repente, dezesseis.
e eu vou contar uma coisa
pra vocês:
se eu pudesse viver tudo de novo,
eu viveria.
porque foram anos
da mais pura alegria.
mas o porvir, ah! o porvir
será ainda mais feliz
com cada coisa e tudo, tudo,
que ela sempre quis.

a minha artista.
minha cantora favorita
que canta e encanta…
voz tão bonita.

sobe no palco, Carol. e brilha!
meu amor, minha vida.
minha filha!

Treze

dos seus olhos azuis
vem a paz
que me faz
ser capaz
de voar.
e voando,
do alto, eu enxergo,
a menina mais linda que existe,
que me levanta se eu me envergo
e me alegra se fico triste.
a menina que quer ser mulher,
ainda ri como criança,
e leva a minha esperança
de ela ter o que quiser.

dos seus olhos azuis
vem o amor
que me fez
ser doutor
em amar.
e, amando,
aprendi que a vida
ficou bem mais colorida
depois que a minha menina,
que eu chamei Carolina,
fez de mim seu papai.

Moça do Bolo

Hoje o dia é da moça do bolo.
De chocolate, baunilha. Ou de rolo.
Moça bonita.
Um pouco zangada.
Um pouco afobada.
Às vezes, aflita.
Mas sempre infinita.
Sempre intensa.
Moça de bondade imensa.
Coração.
Emoção.
Um pouco de confusão.
E doses fartas de açucar.
É. Ela também é doce.
E age como se o mundo
Também fosse.
(Quem sabe, tá certa?)
A moça do bolo é esperta.
Amiga do Lacan
De mestre em cuca.
A mestre cuca.
E feliz.
Moça que fez bolo pra tevê.
E faz poesia com glacê.
Moça que espalha cores.
E desperta amores.
E vice-versa.
E versa o vice. Vascaína.
Coitada. Desde menina.
Ninguém é perfeito.
Seu sorriso é.
Hoje o dia é da moça do bolo.

Fernanda

Abusa,
A musa,
Da beleza.
Desfila sua realeza,
Deixando pra trás,
Com certeza,
Apaixonados olhares.
Apraz
A praia
Com o sorriso mais lindo já visto
E até mesmo o Cristo
Abre os braços pra ela.
Mas só o mar,
E quando sereno,
Abraça seu corpo moreno,
Pra inveja de quem passa.
Linda, tão linda.
Moça, do biquíni de pois,
Nem sabe o bem que me faz.
Nem sabe que incendeia,
Quando deita na areia,
Meu coração.

la belle de nuit

A lua no céu não é cheia.
Sequer é meia.
Mas é linda.
Mais feminina ainda
Na companhia de vênus.
Como olhos tão serenos
Quanto instigantes,
Quase obscenos.
Provocantes,
Brilham as duas.
Mágicas,
Delicadas.
E completamente nuas.

* Foto de: https://www.facebook.com/belledepaula

Dez

E de repente, não mais que de repente
Aos vinte e três dias de novembro,
Como se fosse hoje, bem me lembro,
Veio ao mundo o meu melhor presente.

Nos meus braços, uma dádiva divina
Tão frágil, tão forte. Tão linda. Tão minha.
Eu era pai daquela menininha…
Apaixonado por Ana Carolina.

Muitos sonhos, desejos. Muitos planos,
Uma vida nova, uma estrada mais bonita,
Em cada abraço, alegria infinita,
Com a minha moça, hoje com dez anos.