Branquinha

Meu amor, branquinha,
Quando tua boca
E a minha
Inventaram o nosso beijo
E nossas mãos, nossos dedos,
Deixaram pra trás os teus medos,
Se entrelaçaram, num nó,
Nossos caminhos,
Antes dois, pra dois sozinhos,
Se transformaram num só.
E a vida ficou mais feliz!
Mais colorida,
Engraçada.
Mais musical,
E falada!
E mesmo que, às vezes, aflita,
Mesmo que, às vezes, zangada,
É você a mais bonita!
Só você, amor, minha namorada!

Sempre

Quando a minha boca encontra a tua
E respiramos, nós, num só compasso.
Quando, inebriante, andas nua
Segura em dar-se, inteira, ao meu abraço.
Quando sorris, calada, do que sugiro
Ou gargalhas alto do meu ciúme.
Quando já não estás mas ainda respiro,
O ar presenteado com teu perfume.
Quando acordo do teu lado em nossa cama,
Eu sei que essa paixão é verdadeira.
E mais, eu sinto o mesmo que quem ama,
Define como amor pra vida inteira!

só tu

guardei pra ti e dou mais do que posso
minha alma, meu corpo e pensamento…
tão improvável amor, esse, o nosso,
que o bem querer parece sofrimento.
mas se o amor pra ser bom tem que doer,
como nos ensinou o Poetinha,
em mil vidas haveria eu de escolher,
entre todas, só tu, pra seres minha.

Es divino.

Yo te amo!
Y por todo el tiempo que ha de venir
Te amaré.
Todo lo que traes, bonito, en tu corazón,
Cada sentimiento, cada emoción
Dámela mi.
No le tengas miedo.
Tampoco pienses que todavia es temprano.
Aunque parezca insano,
Nuestro amor se empezó profano,
Pero hoy es divino.
Hay una cosa muy linda en tus ojos
Que explotan cuando miran los mios,
Que se puede, seguro, decir
Que són angeles a venir
Trayendo la magia de Dios.

eu te amo. mesmo.

por culpa dos seus olhos,
e sorriso.
apesar desse seu jeito
indeciso.
e hesitante.
mesmo que a gente ainda erre
bastante.
mesmo que reclame
quando eu calo
ou ainda mesmo que durma
enquanto eu falo.
mesmo que atrase meia hora,
mesmo que me xingue enquanto chora.
mesmo que primeiro aja e depois pense.
mesmo que ignore o fluminense.
mesmo que não parem de tocar
seus telefones.
mesmo que eu escute chico,
você, ramones.
mesmo que a vida esteja difícil,
e que a gente tenha que escolher o reinício.
mesmo que tenha medo do depois.
ou demore pra entender que um é menor que dois,

eu te amo.

A Dona do Nove

Lá vai ela, a dona do nove,
No seu belo existir
Que comove.
E provoca poesia.
Caminha, serena,
Deixando beijar-lhe, o sol,
Sua pele morena.
Estonteante,
Desperta o olhar disperso do passante
E deixa inquieta a praia.
E radiante.
Aquele Posto Nove, o velho e bom,
Da musa do Vinícius e do Tom,
Apaixonado, rende-se à sua beleza
E hoje aplaude, de pé,
Sua realeza.
E mesmo o azul senhor
De tantos mares e marés,
O portentoso Atlântico,
Em reverência,
Beija seus pés.

Sorriso Aberto

Pela janela eu acompanho aquela moça
Que espalha alegria quando passa
E passa dos limites quando espalha
As suas maravilhas pela praça.
É o preço que se paga por seguí-la
Manter-se o tempo inteiro apaixonado.
À espera de que venha, colorida,
Ou volte em seu vestido estampado.
Olhando os tantos olhos que a seguem,
A moça distribui fartos sorrisos.
Alguns que, de tão lindos, não se esquecem,
E outros que, divinos, são precisos.
Eu penso em poesias mas não verso,
Me calo, extasiado, na janela.
E a moça vai passando em seu destino.
A sina em que ela segue. De ser bela.