quero hoje o teu corpo em chamas
respirar o teu perfume de baunilha
ouvir da tua boca que me amas
despir teu corpo e fazer-te uma filha
Categoria: Livros do Autor
trova tuiteira 001
te quiero y lo quiero tu amor
te amo sin tener ninguna duda
sin tus besos, mi alma és sin color
sin tus manos, soy débil y sin escuda.
trova tuiteira 005
Há tanto tempo, te chamo.
Há uma vida, te espero.
Agora mesmo, te amo.
E, para sempre, te quero.
Hoje
Hoje foi um daqueles dias
Em que você vem, não sei de onde,
Escancara as portas cerradas,
Seladas,
Geladas,
Do meu pensamento,
Olha nos meus olhos em rápido
Movimento,
Sem-cerimônia,
Sem perguntar se é o melhor
Momento
Para ficar.
E fica.
Deitada na espreguiçadeira
De velha madeira.
O dia inteiro,
Para meu completo, cruel e Indiscreto
Desespero
De quem não esperava visita,
De quem se preparou para estar só.
E sem ação,
Nem opção.
Fico sem voz,
Voz, voz…
Como eu sabia!
Eu não devia
Ter escutado o Gilmour…
Tão convincente,
De jeito manso, amigo
E eloqüente…
Eu perguntando uma razão – só uma –
Para existir
E ele veio com aquela história
De Wish You Were Here.
E agora?
Eu não consigo mandar você
Embora,
Fico olhando,
Querendo pegar no colo,
Pedir ao Roger mais um solo
E, antes do último acorde,
Acordar você
Com um beijo
E um abraço…
Meu Deus, o que eu faço
Para essa mulher sair do meu pensamento
Para invadir, tomar de assalto
Meu apartamento,
Acabar de uma vez com essa parcimônia
De carinhos,
Pegar a minha mão,
Me entregar seu coração
Para sempre?
Meu Deus, o que eu faço
Para que hoje
Seja passado?
E distante.
Fui Feliz
Já fui feliz
Já tive beijos
Tive sorrisos
Já tive abraços
Tivemos sonhos
Tivemos laços
Tivemos tempo
E mil motivos
Pra estarmos vivos
Vivermos juntos
Tantos suspiros
Tantos assuntos
Tantas histórias
Tantas memórias
Tantos planos e poesias.
E muito amor. Amor.
Agora vivo (ou sobrevivo)
Sem notícias
Sem carícias
Sem contato, sem tato
Sem nenhum sentido
Não faz sentido
Ficar sentido
Ficar sentado
Nesse estado
De desespero
De desatino
Que nem menino
Abandonado.
Apavorado,
Apaixonado.
Me dá um beijo
Dá um sorriso
Me dá um abraço.
Me faz feliz.
Sonetinho
Eu quero tanto segurar a tua mão
Que chego a tropeçar na ansiedade
E derramo, espalhando pelo chão,
A minha, já escassa, sanidade.
E, louco, em delírios, eu te vejo
Em jardins em que, outrora, nós andamos.
Te encontro e, de súbito, te beijo…
Na loucura, novamente, nos amamos.
Quero criar com toda essa loucura
Um novo e certo ponto de partida…
Fazer desses delírios nossa cura
Pra essa, então, desesperada vida
E deixar a paz que tanto se procura
Vir com a paixão, agora, renascida.
Linda!
Lindo é o poema de amor
Se lindo é o amor do poeta
Que não cria, Interpreta
Palavras que se ocultam
Nos doces modos da musa.
O poeta não faz nada
Além de garimpar
A sua doce amada.
Cada olhar, sorriso.
Cada gesto
Num instante, torna-se
O mais puro manifesto
De amor.
Linda é a poesia
Se linda é a musa, que cria
A cada instante,
Dia-a-dia…
As palavras
Que o poeta escreve,
Mas não se atreve
A inventar…
Os versos, o poeta respira,
E vêm da musa, que transpira,
Sedução,
Ternura,
Paixão.
Linda é a tua poesia,
Porque linda tu és…
Porque louco por ti é o poeta,
Que tu tens aos teus pés!
Perdida mente
Estou perdido
E, olhando nos seus olhos,
Busco sentido
Pra tudo aquilo que até agora julguei
Ter aprendido
Mas nada sei.
Nem mesmo posso explicar o que se passa
No meu peito
Cada vez que você passa
Como um furacão
Que não derruba casas
Mas enche de asas
A imaginação
Deste poeta
De coração Incerto,
Inseguro,
Rodeado, escondido
Por um muro
De pedras.
Com medo de amar.
Não sei dizer o que eu sinto…
Mas se disser que é nada,
Minto.
É muito mais que nada,
É quase tudo…
Tão forte, tão bonito,
Que nem acredito
E fico mudo…
Temendo te assustar,
Te afastar,
Te perder.
Estou perdido…
E sem coragem para achar o caminho
Até você.
Até sua boca.
O que que eu faço?
Se já não escondo mais minhas vontades?
Se já não controlo mais os meus desejos?
Se já não deixo de pensar nos teus carinhos?
Nem nos teus beijos…
Estou perdido.
E a única mensagem de socorro
Que me vem em mente
É gritar que eu te quero
Perdidamente!
Meio sem Jeito
Fecho meus olhos
E enxergo os teus:
É sonho.
Penso em teus lábios
Encontrando os meus:
Desejo.
Se amo-te
Não sei dizer-te.
É desigual
O que sinto agora,
De tudo aquilo
Que senti outrora.
O teu toque
Me devolve a paz.
Teu sorriso
Traz minha alegria,
Tua voz
É a melodia
Que enche meu peito
De um bem-querer
Tão incomum.
Cada abraço teu
Traz-me certeza,
Necessidade
De mais um.
O teu sorriso
Faz o meu sorriso,
É perfeito,
É do jeito
Que eu preciso
Pra viver.
Se amo-te?
Penso que sim.
Mas tenho medo.
E, para ser sincero,
Não encontro a forma
De dizer-te
Que te quero…
Sente. E mente.
Não sei se tudo o que sinto
Em teu íntimo tu sentes
Mas, por defesa, tu mentes
Pensando que, antes, eu minto.
Ou talvez tu nada sintas
E só quem sente sou eu…
E se o sentimento é só meu
Não há razão pra que mintas.
E se nem mentes nem sentes
Lá se vai a minha crença
Que não via diferença
Em expressões diferentes.
Quero crer, então, que sentes
Exatamente o que eu sinto.
Melhor seguir meu instinto
Do que ter atos prudentes.
