você dispara. qual tiro.
e nos separa. eu choro.
mas depois para. eu piro.
se não repara, adoro.
Autor: Marcelo Almeida
trova tuiteira 096
o twitter, quem diria,
é a única janela
em que, dia após dia,
cá de longe, vejo ela.
basta. porque não basta.
é o excesso de palavras que me cala
e a abundância de amor que me afasta.
eu te dedico o meu silêncio que te fala
que amar sem ser amado já não basta.
trova tuiteira 095
E quando a gente acorda, já é julho.
Lá fora a noite abriga a brisa fria.
Cá dentro tem amor e poesia
Pra te dar, se deixar o teu orgulho.
116
as horas passam e, devagar, constroem dias
que se acumulam, e já são cento e dezesseis…
perdi meu sono, meus sonhos. e poesias.
todos os dias. tudo de novo. tudo outra vez.
noite no Rio
linda lua no céu, sem véu, despida
é luz que seduz, deitada sobre o mar.
clara, encara, reflete o seu olhar
no olhar da moça embevecida.
trova tuiteira 093
cara amiga, sim, te quero amante
mas, não obstante, te quero amiga.
muito me intriga ver-te tão distante
mas não o bastante pra que te diga
sodium
estéril é a saudade, se de um só…
se não encontra no outro simetria.
é um engano sem tamanho, de dar dó,
é amor que se dilui em agonia!
a paixão outrora infinda, finda em pó…
a alma – um zeppelin que esvazia –
embolada na garganta, feita um nó,
já não sente nem respira poesia.
sem palavras
são várias as palavras escolhidas
mas, escondidas dessa tarde fria,
não cumprem o seu ofício, inibidas,
de serem versos e, versos, poesia.
caladas, já não mostram-se atrevidas,
nem invadem corações de quem as lia.
sem as palavras, pois, hoje sumidas,
o poeta se recolhe. e silencia.
como um tolo
amo tanto. tanto amor já não me cabe.
quanto mais longe, mais o amor se faz crescer.
quero tanto, quanto um tolo que não sabe
uma só forma de parar de te querer.
