se eu pudesse, arrancava dos teus olhos a tristeza
e dos teus lábios essa indisfarçável amargura.
e enchia os teus dias, tuas noites, com a certeza
que amar-me para todo o sempre é a tua cura.
Autor: Marcelo Almeida
trova tuiteira 086
tudo que eu tinha de bom, dei pra ti.
talvez tenha sido muito pouco.
talvez, por amar-te feito um louco,
partiste com o juízo que perdi.
Eu Lembro
Eu lembro,
Quando vem esse sol lindo
De novembro,
Do seu olhar.
Ele era pra mim o mesmo
Que o mar
Sob os reflexos de luz,
No Arpoador:
Uma pintura de paz
Sobre uma tela de amor.
Eu lembro
Que a gente se entendia
Por telepatia
E o silêncio
Era um selo
De cumplicidade.
A felicidade
Morava no seu sorriso,
Às vezes contido, tímido,
Às vezes nem tanto.
Sempre um encanto.
Sua gargalhada
Era meu faz de conta
De um conto de fada.
E eu me via feliz e completo
Em meu mundo repleto
De você.
Eu lembro que segurar a sua mão
Era provocar um terremoto
No coração.
Eu lembro da gente brindando,
Da gente brincando.
Eu lembro do abraço
Perfeito
Que a gente se dava.
Eu lembro o quanto eu amava.
E acho que você também.
trova tuiteira 085
O que tenho pra ti é amor.
Nada mais trago além disso.
Mas tua dor é a minha dor.
E o teu bem, meu compromisso.
silêncio absoluto.
nada. silêncio absoluto.
tempos duros. abstinência.
não te sinto. não te escuto.
sobrevivo à tua ausência.
com o peito vestido de luto.
e a alma pedindo clemência.
fato
brado pro bravo que escuta
atento ao que tento dizer:
quem hoje foi filho da puta
amanhã é o que vai se foder.
trova tuiteira 084
Há dias não te escuto.
Não sei se choras. Ou se ris.
Minh’alma veste o luto
E ignora o mal que eu te fiz.
sibéria
te dei minhas palavras.
jurei amor.
mandei doce.
mandei livro.
mandei flor.
mandei o melhor de mim,
repeti, como um mantra, o sim.
e ainda assim
não foi o bastante.
sobrevivo ignorante.
não sei onde moras.
nem entendo por que escondes.
não sei se ainda choras.
nem sei por que não me respondes.
por ti,
rezei pela vida
do meu inimigo.
fiz coisas que nem Deus sabe
que consigo.
desrespeitei meus medos,
e tenho estado por aqui,
inteiro,
sem segredos.
comi o pão que o diabo amassou,
no refeitório do inferno.
não morri no teu inverno,
de sibéricas palavras
e atitudes.
fiz tudo o que pude.
e mais um pouco.
há quem me chame de louco.
e mesmo eu, me chamo.
só mesmo um louco pra amar
como eu te amo.
à exaustão.
dando, em poesia,
como o pão de cada dia,
o próprio, e todo,
coração.
23 de setembro
vinte e três de setembro
primavera, bem me lembro.
mais uma.
noite sem sono.
lua em seu trono,
céu lindo.
lendo teus escritos,
navegando entre saudade
e pensamentos bonitos.
coloridos,
guardados em muitos cantos
escondidos.
primavera.
mais uma.
olho tuas fotos.
entre todas as flores
quero a de lótus.
certeza.
mas
teu silêncio
me agride.
e tua indiferença
é mais forte
que minha crença.
tua frieza
me desespera.
tenta pintar de outono
a primavera.
mais uma.
lindíssima lua
lindíssima lua. tão clara
ilumina a minha alma
e enche meu peito de calma.
como o sorriso de Lara.
lindíssima lua. tão bela
toma a noite e irradia,
enche o céu com a poesia
do brilho dos olhos dela.
