a mulher que eu amo

a mulher que eu amo é só minha.
mas ainda não sabe. ou finge.
e me olha com olhos de esfinge,
de mistérios que eu não desvendo.
entendo
que o tempo precisa passar
mas quanto mais passa,
padeço,
mas quanto mais amo,
esqueço,
o tudo que eu já sofri.
a mulher que eu amo é doce.
mais doce que fruta madura,
daquele sabor e doçura,
que sempre se quer mais um pouco.
qual louco,
espero, trancado na cela,
e mantenho guardado o que eu quero,
dar de presente pra ela.
a mulher que eu amo sorri,
e me brindam os seus lábios perfeitos,
com o sorriso mais lindo que vi.
meu sol.
a mulher que eu amo é forte.
é justa.
traz na alma alegria que assusta,
quem com vida não sabe lidar.
a mulher que eu amo tem seios lindos
e percorre caminhos infindos
quando sonha
e transpira paixão.
é livre,
sagitariana,
e reina,
sábia soberana
no meu, que é seu, coração.

ela. linda.

linda.
em meio às mudanças
algumas bem sutis,
outras nem tanto,
ela mantém os traços delicados.
e o encanto.
sei muito pouco.
escassez de saber. nunca de querer.
uma tortura.
linda.
o mesmo sopro de amor que senti
na primeira vez que a vi,
sinto neste instante.
e sinto calado.
excluído,
como tudo, que agora,
vira passado.
linda.
a mais linda mulher que conheci,
a única que eu quero.
fingindo ser forte,
beiro a morte,
me desespero.
já não sei o que pensar.
o que fazer.
pra quem rezar.
só sei amar, muito,
ainda.
e só há ela. estonteante, livre.
e linda.

teu

mais que pedir que sejas minha,
peço que eu seja teu.
que saiba ser.
que eu te queira sempre, e mais que antes,
por todos os nossos instantes
com meu todo querer.
que eu me guie pelos teus olhos,
como seguindo uma estrela.
que eu saiba entregar meu amor
sem limites, medo. ou pudor.
e que eu possa merecê-la.
pra que te sintas amada
e nunca te vejas sozinha.

e como num conto de fadas
decidas que serás minha.

foto nova

teus olhos nessa foto nova
olham dentro de mim
e me põem à prova.
testam meu limite
e implodem minhas dúvidas
como dinamite.
teus olhos. sem véu.
são fadas, tão brilhantes.
me levam a destinos distantes,
em passeios no céu.
o amor que dei pra ti,
o amor que sempre senti,
é o amor que ainda sinto.
por certo ainda mais forte,
retinto.
teus olhos, na foto,
roubam meu chão,
meu ar. e meu voto.
o de amor eterno.
mas não tenho ninguém pra contar.
só o caderno
que eu encho de versos
saudosos e perdidos
sem saber se um dia
hão de virar poesia.
sobre os teus olhos.